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Bagagem extraviada: o que a companhia é obrigada a fazer

Equipe Fly Indeniza
Revisao tecnica: Isabella de Mello Santos, advogada, OAB/MG e OAB/RJ
30/08/2026 · 3 min
Esteira de bagagem vazia de aeroporto à noite com uma única mala esquecida sob um foco de luz âmbar

A contagem do prazo não começa quando a mala some. Começa quando você registra.

Em uma fraseOs prazos são diferentes para voo doméstico e internacional, e a contagem só começa quando você registra. Veja o que exigir ainda no aeroporto e o que a companhia deve enquanto a mala não aparece.

A esteira para, você entende que a sua mala não vem, e a primeira reação é procurar alguém para reclamar. Certo. Só que a ordem do que fazer nos próximos vinte minutos muda o seu caso inteiro.

O registro é o que faz o relógio começar

Antes de sair da área de desembarque, registre o extravio no balcão da companhia e exija o comprovante. Ele costuma ser chamado de RIB, sigla de Registro de Irregularidade de Bagagem.

Esse papel não é formalidade. É ele que marca a data em que o prazo passa a correr. Sem registro, a companhia pode alegar que só soube depois, e você perde dias de contagem.

Se já foi embora sem registrar, registre assim que possível e guarde a prova de que tentou. Não é a mesma coisa, mas é melhor do que nada.

Os prazos, e por que eles são diferentes

A regra brasileira dá à companhia um período para localizar e devolver a bagagem, contado do seu registro. São sete dias no voo doméstico e vinte e um dias no voo internacional, conforme a Resolução 400 da ANAC.

A diferença não é capricho: voo internacional envolve mais conexões, mais operadores e mais fronteiras, e a regra reconhece isso.

Passado o prazo sem a mala, a situação muda de natureza. Não é mais atraso na entrega; é perda, e a companhia passa a ter obrigação de indenizar, também em prazo próprio.

O que a companhia deve enquanto você espera

Este é o ponto que mais gente desconhece, e é onde mais se perde dinheiro por falta de informação.

Enquanto a mala não aparece e você está fora do seu domicílio, a companhia deve arcar com as despesas emergenciais: o que você precisa comprar para seguir a viagem sem a bagagem. Roupa, higiene, o essencial.

Duas coisas importam aqui. Primeira: guarde toda nota fiscal. Sem comprovante, o gasto não existe para ninguém. Segunda: não é carta branca, é o razoável para a situação. Compra de luxo aproveitando a ocasião enfraquece o seu caso, não fortalece.

Mala que chega danificada ou com item faltando

É situação diferente do extravio e tem uma regra prática crítica: reclame antes de sair do aeroporto, com o registro na hora e foto do dano.

Sair e voltar no dia seguinte dificulta muito, porque a companhia passa a poder alegar que o dano aconteceu depois. Se já saiu, registre imediatamente e reúna o que puder.

Vale o mesmo para item faltando dentro da mala. Fotografe a mala fechada, o lacre se houver, e o interior.

O que fazer ainda no aeroporto

  • Registre e pegue o comprovante. Confira se a data e o número do voo estão certos.
  • Fotografe o comprovante da bagagem despachada, aquele adesivo colado no cartão de embarque.
  • Pergunte por escrito quem paga as despesas emergenciais e como. Resposta por escrito vale mais que promessa de balcão.
  • Anote nome e matrícula de quem atendeu.
  • Não descarte o cartão de embarque nem a etiqueta.

E se a mala aparecer depois?

O reaparecimento resolve o principal, mas não apaga o que aconteceu no meio do caminho. O que você gastou por causa da falta continua sendo prejuízo, e ficar dias sem os próprios pertences em viagem não é o mesmo que um contratempo de uma hora.

Guarde o registro, as notas e o histórico da conversa, mesmo depois de receber a bagagem de volta.

Em resumo

Três coisas: registre antes de sair, guarde nota de tudo que precisou comprar, e saiba que o prazo é de sete dias no doméstico e vinte e um no internacional, contados do registro.

Se o prazo passou e ninguém te deu resposta, não é mais espera. É outra conversa.

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Perguntas frequentes

Qual é o prazo para a companhia devolver minha bagagem?

Sete dias em voo doméstico e vinte e um dias em voo internacional, contados do registro do extravio, conforme a Resolução ANAC 400/2016. Depois disso, a obrigação passa a ser de indenizar.

A companhia precisa pagar roupa e itens de higiene?

Quando você está fora do seu domicílio e sem a bagagem, sim, são as despesas emergenciais. Guarde toda nota fiscal e mantenha as compras dentro do razoável para a situação.

Saí do aeroporto sem registrar. Perdi o direito?

Não necessariamente, mas ficou mais difícil. Registre o quanto antes e guarde a prova das tentativas de contato. A ausência de registro imediato costuma ser o principal argumento da companhia.

Minha mala chegou quebrada. É o mesmo caso?

É situação distinta do extravio, e a regra prática é reclamar antes de sair do aeroporto, com registro e foto. Depois de sair, a companhia pode alegar que o dano ocorreu fora da responsabilidade dela.

Sumiu um item de dentro da mala. Como provo?

Registre na hora, fotografe a mala e o interior, e liste o que faltou. Comprovante de compra dos itens ajuda bastante, e por isso vale fotografar a bagagem antes de despachar em viagens com objeto de valor.

A mala apareceu depois de dez dias. Ainda tenho o que discutir?

O reaparecimento resolve a devolução, mas não apaga os gastos que você teve nem o período sem os seus pertences. Guarde registro, notas e histórico mesmo assim.

Fontes consultadas

Aviso. Este texto tem carater informativo e nao substitui orientacao juridica sobre o seu caso concreto. A Fly Indeniza atua como intermediaria: organiza a triagem e encaminha o caso para advogada inscrita na OAB. O enquadramento e as providencias dependem dos fatos de cada situacao. Nao ha promessa de resultado nem de valor.

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